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Nvidia reduz garantia para data center da OpenAI de US$ 250 bi para menos de US$ 120 bi
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Nvidia reduz garantia para data center da OpenAI de US$ 250 bi para menos de US$ 120 bi

17/08/2026·501 palavras

A Nvidia reduziu sua garantia financeira no megaprojeto de data center que a OpenAI desenvolve em Ohio, recuando de US$ 250 bilhões para menos de US$ 120 bilhões. A mudança foi reportada pelo Wall Street Journal. A nova cifra cobre apenas a primeira fase do complexo, localizado no Condado de Pike, e não o projeto inteiro como antes discutido.

A decisão responde a pressões de investidores preocupados com a exposição financeira da empresa. Segundo o AI Weekly, as ações da Nvidia caíram 5% quando o Wall Street Journal revelou as negociações em torno da garantia original de US$ 250 bilhões.

O recuo é uma tentativa de aliviar essa pressão sobre o balanço da companhia, que vinha usando sua capacidade financeira para estimular a demanda por seus chips de inteligência artificial.

O empreendimento é desenvolvido pela SB Energy, subsidiária do SoftBank Group, conforme informado pelo Olhar Digital em 15 de agosto de 2026. O complexo foi projetado para suportar aproximadamente 10 gigawatts de capacidade computacional de IA e ocupa terreno do Departamento de Energia dos Estados Unidos. A primeira fase deverá entregar cerca de 800 megawatts até 2028.

Além da garantia reduzida para a infraestrutura, a Nvidia negocia um contrato separado para financiar a compra de seus próprios chips pela OpenAI. Esse negócio pode totalizar até US$ 350 bilhões considerando todo o projeto, segundo o American Bazaar Online em 16 de agosto de 2026.

Paralelamente, a Nvidia discute um investimento de até US$ 3 bilhões na SB Energy, conforme apurado pela The Information e reportado pela InfoMoney. A proposta prevê que metade do valor seja aportada no momento da assinatura do acordo e a outra metade vinculada à oferta pública inicial de ações planejada pela SB Energy. A subsidiária do SoftBank pretende abrir o capital em setembro de 2026 e poderá arrecadar pelo menos US$ 5 bilhões no IPO, segundo a mesma fonte. O Goldman Sachs assessora a SB Energy nas negociações, enquanto o Morgan Stanley atua como assessor da Nvidia.

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Consórcio com bancos e nova abordagem de financiamento

A redução da garantia ocorre dias após a Nvidia anunciar uma parceria com seis grandes instituições financeiras para criar plataformas de financiamento de computação. O consórcio envolve Apollo Global Management, Blackstone, BlackRock, Brookfield Asset Management, Goldman Sachs e KKR, com objetivo de disponibilizar mais de US$ 500 bilhões em capital externo para infraestrutura de IA. A Nvidia pode garantir até US$ 125 bilhões desse financiamento.

Essa movimentação sinaliza uma mudança de abordagem: em vez de comprometer seu próprio balanço em projetos de infraestrutura, a empresa passa a canalizar a demanda por meio de plataformas de financiamento de terceiros.

Nem a Nvidia nem a OpenAI confirmaram publicamente os números revisados. O AI Weekly observa que a cifra de US$ 120 bilhões parte de vazamento de uma única fonte corroborado por agências de notícias, sem confirmação oficial das partes. Os relatórios também não esclarecem quem garantirá as fases além da primeira nem como o acordo separado de chips se alinhará ao cronograma de construção.

FUP Explica

O recuo da Nvidia diz muito sobre o momento em que a corrida pela infraestrutura de IA se encontra. Comprometer US$ 250 bilhões do próprio balanço para garantir um projeto de terceiros é uma aposta enorme para qualquer empresa, e o mercado deixou isso claro na hora em que a notícia vazou: queda de 5% nas ações é um sinal de alerta que nenhum CFO ignora. Reduzir o compromisso para menos de US$ 120 bilhões e limitá-lo à primeira fase é uma forma de a Nvidia continuar sendo peça central do projeto sem assumir um risco que o mercado considerou desproporcional.

O que chama atenção é a arquitetura financeira que está sendo montada ao redor disso. A Nvidia não está saindo do jogo, está redistribuindo o risco: parte vai para o consórcio de bancos e gestoras (Apollo, Blackstone, BlackRock, Brookfield, Goldman Sachs e KKR), parte para o IPO da SB Energy, parte para o acordo separado de financiamento de chips. Isso cria uma teia de dependências entre a Nvidia, o SoftBank, a OpenAI e grandes instituições financeiras num projeto que ainda não tem confirmação oficial dos números. Se qualquer elo dessa cadeia tiver problema, o efeito cascata pode ser relevante.

Para o setor de IA como um todo, o episódio mostra que o financiamento dessa infraestrutura está se tornando um produto em si, com bancos e gestoras estruturando veículos específicos para isso. Isso tende a atrair mais capital para o setor, mas também aumenta a complexidade e a opacidade dos arranjos, o que pode gerar ruído regulatório e de governança nos próximos meses.

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