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Maersk remove sobretaxa na Ásia-Europa e aumenta PSS em até US$ 9.800 para América do Norte
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Maersk remove sobretaxa na Ásia-Europa e aumenta PSS em até US$ 9.800 para América do Norte

13/08/2026·554 palavras
Maersk anuncia mudanças nas Peak Season Surcharges (PSS): remove PSS Ásia-Europa a partir de 1º de setembro de 2026, mas aumenta PSS de Subcontinente Indiano e Oriente Médio para América do Norte a partir de 15 de setembro. Alterações impactam custos de frete para rotas comerciais internacionais.

A Maersk anunciou nesta quinta-feira (13), mudanças nas suas Peak Season Surcharges (PSS) em duas frentes opostas: remove a sobretaxa na rota Ásia-Europa a partir de setembro e eleva os valores cobrados nos embarques do Subcontinente Indiano e do Oriente Médio com destino à América do Norte, conforme informou o Container News.

A partir de 1º de setembro de 2026, a armadora descontinuará a PSS aplicada aos embarques da Ásia Extrema para a Europa do Norte e o Mediterrâneo. A remoção abrange origens em China, Japão, Coreia do Sul, Singapura e Vietnã, além de outros mercados do Sudeste e Leste Asiático. Todos os tipos de equipamento são contemplados pela mudança: contêineres secos, reefers, high-cube, flat racks, open tops e tanques. Para reservas fora do sistema SPOT, a vigência seguirá a respectiva Price Calculation Date (PCD).

A rota havia recebido revisões de PSS em junho de 2026, quando a Maersk implementou sobretaxas para o período de alta demanda, conforme comunicado da própria armadora datado de 16 de junho de 2026.

No sentido oposto, a Maersk elevará as PSS para embarques originados no Subcontinente Indiano e no Oriente Médio com destino à América do Norte a partir de 15 de setembro de 2026.

Para a Costa Oeste dos EUA e do Canadá, a sobretaxa passará para US$ 8.000 por contêiner, ante US$ 6.000 vigentes entre 4 e 14 de setembro, um aumento de US$ 2.000. O novo valor se aplica a contêineres secos de 20 e 40 pés, reefers de 20 e 40 pés, high-cube e contêineres high-cube de 45 pés. As origens cobertas incluem Índia, Paquistão, Bangladesh e Sri Lanka, além de Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã, Qatar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Iêmen, entre outros mercados.

Na Costa Leste e no Golfo dos EUA e do Canadá, os valores variam conforme origem e destino. Carga seca originada na Índia, Bangladesh, Sri Lanka, Maldivas, Nepal e Butão com destino a Houston atingirá PSS de US$ 9.800 por contêiner a partir de 15 de setembro. Embarques do Sul e Leste da Índia, Sri Lanka, Bangladesh e Maldivas para outros portos cobertos enfrentarão sobretaxa de US$ 9.500. Do Noroeste da Índia, Nepal e Butão, o valor será de US$ 9.650 para destinos fora de Houston. O Paquistão terá PSS de US$ 9.000. Carga originada nos Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Omã, Iraque, Kuwait, Jordânia, Arábia Saudita, Qatar e Bahrein ficará sujeita a sobretaxa de US$ 6.000.

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Tarifas para equipamento refrigerado

A Maersk também divulgou valores específicos para equipamento refrigerado na rota Costa Leste e Golfo. Carga reefer do Paquistão terá PSS de US$ 8.000 a partir de 15 de setembro. Do Noroeste da Índia, a sobretaxa será de US$ 6.700. Embarques reefer de um grupo mais amplo, que inclui Emirados Árabes Unidos, Omã, Arábia Saudita, Bangladesh e Sri Lanka, enfrentarão PSS de US$ 7.000. Em todos os casos, as novas tarifas estão sujeitas a outras cobranças aplicáveis, incluindo sobretaxas locais e contingenciais.

As mudanças se inserem em um movimento mais amplo de revisões tarifárias por grandes armadores. Em maio de 2026, a própria Maersk havia anunciado novas sobretaxas de temporada alta em múltiplas rotas, incluindo Ásia-América do Norte, Ásia-Canadá e Ásia-Leste Africano, em resposta a mudanças nas condições de mercado e nos padrões de demanda, conforme registrado pelo FIDI Focus em 19 de maio de 2026.

FUP Explica

O movimento da Maersk ilustra como os armadores calibram sobretaxas de temporada conforme a demanda real em cada corredor. A remoção da PSS Ásia-Europa sugere que a pressão de demanda nessa rota arrefeceu o suficiente para tornar a sobretaxa indefensável comercialmente, seja pela queda no volume de reservas, seja pela concorrência com outros armadores que já não a praticam. Para quem embarca dessa origem, o custo de frete tende a recuar, ao menos nesse componente específico.

No sentido contrário, o aumento expressivo nas rotas do Índico para a América do Norte, com PSS chegando a US$ 9.800 por contêiner para determinadas origens e destinos, indica aquecimento de demanda nesse corredor ou, pelo menos, a avaliação da Maersk de que o mercado suporta esse patamar. Valores escalonados por origem e por porto de destino, como os diferenciados para Houston em relação aos demais portos da Costa Leste, mostram uma precificação granular que reflete tanto a distância quanto a competitividade de cada par origem-destino.

O padrão de ajustes escalonados, com uma faixa de PSS válida até 14 de setembro e outra a partir do dia 15, é uma prática comum entre armadores para capturar diferentes janelas de demanda dentro de uma mesma temporada. Importadores que já têm reservas confirmadas nessas rotas precisam verificar qual PCD se aplica ao seu contrato, já que a data de cálculo do preço determina qual tabela incide, não necessariamente a data de embarque.

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