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Maersk reduz em US$ 500 sobretaxa em embarques da Índia para a América Latina
Comércio Exterior

Imagem: Flickr | Andrew Albertson

Maersk reduz em US$ 500 sobretaxa em embarques da Índia para a América Latina

29/09/2026·393 palavras

Novos valores entram em vigor em 10 de outubro e atingem cargas destinadas à Costa Oeste da América do Sul, ao Caribe e à América Central

A Maersk vai reduzir em US$ 500 a sobretaxa emergencial cobrada nos embarques do Subcontinente Indiano para a Costa Oeste da América Latina a partir de 10 de outubro de 2026. A mudança atinge diferentes tipos de contêineres transportados pela rota B1S e alcança cargas destinadas à Costa Oeste da América do Sul, ao Caribe e à América Central, com novos valores definidos conforme a região de origem e o equipamento utilizado.

Segundo o Container News, a redução será aplicada à Emergency Contingency Surcharge (ECS) e levará em consideração a Price Calculation Date, data utilizada para o cálculo do preço do transporte. Mesmo com o corte de US$ 500, a cobrança continuará variando entre as regiões atendidas, com valores que vão de US$ 2.150 a US$ 4.050 por contêiner.

Nos embarques originados no noroeste da Índia e no Paquistão, a sobretaxa passará a ser de US$ 3.250 para contêineres secos de 20 pés, US$ 3.050 para unidades de 40 pés, high cube e 45 pés e US$ 3.450 para refrigerados high cube de 40 pés. O grupo reúne cargas provenientes de Mundra, Jawaharlal Nehru, Hazira e Pipavav.

Para o sul e o leste da Índia, a cobrança será de US$ 3.450 tanto para contêineres secos de 20 pés quanto para unidades de 40 pés, high cube e 45 pés, enquanto os refrigerados high cube de 40 pés terão sobretaxa de US$ 4.050, o maior valor da nova tabela. A região inclui os portos de Ennore, Chennai, Kattupalli, Tuticorin, Visakhapatnam, Kolkata, Cochin, Mangalore e Haldia.

Já Bangladesh, Sri Lanka e Maldivas terão cobranças de US$ 2.350 para contêineres secos de 20 pés e US$ 2.150 para unidades de 40 pés, high cube e 45 pés, o menor valor previsto na tabela. Nos equipamentos refrigerados high cube de 40 pés, no entanto, a tarifa ficará em US$ 3.950.

A revisão também alcança cargas fora de padrão (OOG), contêineres de propriedade do embarcador (SOC) e equipamentos refrigerados não operacionais (NOR). Para flat racks de 40 pés, open tops e NOR, a Maersk adotará os mesmos valores estabelecidos para contêineres secos de 40 pés.

As mudanças ainda estão sujeitas às aprovações regulatórias e aos períodos de aviso aplicáveis nos mercados envolvidos.

FUP Explica

A redução de US$ 500 na ECS da Maersk alivia, em parte, o custo de frete para importadores latino-americanos que compram de fornecedores no Subcontinente Indiano, especialmente os que operam com cargas refrigeradas do sul e leste da Índia, onde a sobretaxa ainda chega a US$ 4.050 por contêiner. Para quem negocia contratos de compra com preço CIF ou CFR, a queda pode abrir espaço para renegociação de condições, mas o alívio é parcial: mesmo após o corte, os valores seguem elevados em comparação com rotas mais competitivas.

Do ponto de vista econômico, a diferença de tratamento entre regiões de origem é relevante. Bangladesh, Sri Lanka e Maldivas saem com as menores tarifas da nova tabela, o que pode influenciar decisões de sourcing de importadores que têm flexibilidade para escolher o país fornecedor. Já os portos do sul e leste da Índia, que concentram setores como têxtil, químico e eletrônico, continuam com as sobretaxas mais altas, o que pressiona o custo final das mercadorias.

A condição de vigência merece atenção: as mudanças ainda dependem de aprovações regulatórias e de períodos de aviso em cada mercado, o que significa que a data de 10 de outubro pode não se confirmar em todos os destinos simultaneamente. Operadores de comex que trabalham com essa rota devem acompanhar a confirmação formal da Maersk antes de repassar os novos valores para clientes ou fechar cotações.

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