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Maersk mantém sobretaxa de combustível no Porto de Felixstowe
Marítimo

Maersk mantém sobretaxa de combustível no Porto de Felixstowe

17/08/2026·358 palavras
Maersk mantém Emergency Fuel Surcharge em £3.82 por contêiner em Felixstowe a partir de setembro de 2026. Informação relevante para operadores de comex com rotas Reino Unido-Brasil.

A Maersk confirmou que a Emergency Fuel Surcharge (EFS) no Porto de Felixstowe, no Reino Unido, permanecerá em £3.82 por contêiner carregado a partir de 1º de setembro de 2026, sem alteração em relação ao valor anterior. A decisão segue comunicado emitido pela Hutchison Ports, operadora do porto, em 14 de agosto.

A Maersk adota um cronograma de avaliações mensais para a sobretaxa. A próxima revisão está prevista para 15 de setembro de 2026, quando o armador definirá o valor aplicável em outubro. O mecanismo indica que a cobrança pode variar mês a mês de acordo com as flutuações nos custos de combustível marítimo, com a Hutchison Ports emitindo atualizações que orientam as decisões da armadora.

Felixstowe é um dos principais portos de contêineres do Reino Unido e ponto relevante para cargas que circulam entre o país e outros mercados. A sobretaxa incide sobre contêineres carregados de importação que passam pelo terminal.

A manutenção da EFS pela Maersk ocorre em um contexto de pressão generalizada sobre os custos de combustível marítimo no setor. A MSC implementou sobretaxas emergenciais de combustível em diversas rotas a partir de 16 de março de 2026. A CMA CGM, por sua vez, anunciou a adoção de uma Emergency Fuel Surcharge em resposta ao aumento abrupto nos preços do bunker, com vigência a partir de 22 de julho de 2026.

A instabilidade no Estreito de Ormuz, região por onde passa parte expressiva do transporte mundial de petróleo e combustíveis, é apontada como fator subjacente à elevação dos custos operacionais dos armadores. As tensões geopolíticas na área pressionaram os preços do bunker, óleo que movimenta os navios de carga, levando as principais linhas a adotar ou manter cobranças emergenciais.

No caso da Maersk especificamente, a sobretaxa em Felixstowe se soma a outras cobranças já vigentes para operações com o Brasil. Em janeiro de 2026, o armador elevou as tarifas do Container Protect Essential (CP1) e do Container Protect Unlimited (CP3) para remessas ao Brasil, com valores que variaram de US$ 37,05 a US$ 61,75 por contêiner, conforme cobertura anterior da FUP. A EFS de £3.82 representa uma cobrança adicional e separada dessas tarifas de proteção.

FUP Explica

A manutenção da sobretaxa em Felixstowe, sem aumento, é uma notícia neutra do ponto de vista imediato: o custo não subiu, mas também não recuou. O que chama atenção é o padrão que se consolida no setor. MSC, CMA CGM e Maersk adotaram ou mantiveram cobranças emergenciais de combustível em 2026, o que indica que as armadoras estão repassando a pressão do bunker de forma sistemática e com revisões mensais, o que torna o planejamento de custos mais instável para quem opera com essas rotas.

Para importadores e freight forwarders com operações via Felixstowe, o ponto de atenção prático é a revisão de 15 de setembro: ela pode elevar ou reduzir o valor de outubro, e quem tem embarques programados para o final de setembro em diante precisa acompanhar o comunicado da Maersk e da Hutchison Ports para fechar cotações com mais precisão. A lógica de revisão mensal significa que o custo pode mudar antes mesmo de o embarque sair do porto.

No quadro mais amplo, a persistência das tensões no Estreito de Ormuz como fator de pressão sobre o bunker sugere que essas cobranças emergenciais tendem a se manter enquanto a situação geopolítica na região não se estabilizar. Isso transforma o que era uma sobretaxa pontual em uma linha de custo recorrente, que os operadores precisam incorporar ao orçamento das operações em vez de tratar como exceção.

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