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Maersk anuncia novas tarifas de movimentação de contêineres em 15 portos brasileiros
Valores entram em vigor em 1º de novembro e serão iguais nos serviços de origem e destino; companhia cita aumento dos custos portuários e operacionais
A partir de 1º de novembro de 2026, os contêineres transportados pela Maersk nas operações de entrada e saída do Brasil estarão sujeitos a novas tarifas de movimentação nos terminais. A revisão alcança 15 localidades brasileiras e estabelece valores por porto e categoria de carga, em resposta ao aumento dos custos portuários e operacionais apontado pela companhia.
Segundo o Container News, a mudança abrange a Origin Handling Charge (OHC), referente à movimentação na origem, e a Destination Handling Charge (DHC), aplicada no destino. As cobranças serão feitas em reais por contêiner e permanecerão válidas até novo aviso. Em cada localidade, os mesmos valores serão aplicados aos dois serviços.
Para contêineres secos, as tarifas variam de R$ 740 em Itaguaí/Sepetiba a R$ 2.188 em Suape. Em Santos, a cobrança será de R$ 1.498 por unidade, enquanto Paranaguá terá valor de R$ 1.310 e Rio Grande, de R$ 1.248. Já em Vitória e Salvador, as tarifas serão de R$ 1.652 e R$ 1.427, respectivamente.
Entre os contêineres refrigerados, Suape também terá o maior valor, de R$ 2.235 por unidade, seguido por Vitória, com R$ 1.950, e Imbituba, com R$ 1.840. Em Santos, a cobrança ficará em R$ 1.549; em Paranaguá, em R$ 1.440; e em Manaus, em R$ 1.254.
A tabela prevê ainda valores específicos para equipamentos especiais, cargas perigosas e cargas perigosas refrigeradas. Nessa última categoria, Salvador terá a maior cobrança entre todas as localidades e modalidades relacionadas, de R$ 2.430 por contêiner. No mesmo porto, as tarifas para equipamentos especiais e cargas perigosas serão de R$ 2.300.
Embora os valores sejam definidos por categoria, algumas localidades terão cobranças iguais para diferentes modalidades.
Em Itaguaí/Sepetiba, a tarifa será de R$ 950 para todas as categorias, exceto contêineres secos. Em Santos, secos e especiais pagarão R$ 1.498, enquanto cargas perigosas e perigosas refrigeradas terão cobrança de R$ 1.610.
Além dessas localidades, a revisão contempla Navegantes, Itapoá, Itajaí, Pecém e Vila do Conde. O material divulgado não apresenta as tarifas anteriores nem os percentuais de variação, o que impede calcular a diferença entre as cobranças atuais e os valores que entrarão em vigor em novembro.
FUP Explica
A Maersk é uma das maiores operadoras de contêineres do mundo, e uma revisão tarifária que cobre 15 portos brasileiros ao mesmo tempo tem peso considerável para quem importa ou exporta pelo país. O ponto mais relevante aqui é que a OHC e a DHC incidem nos dois extremos da cadeia: quem embarca e quem recebe a carga. Ou seja, o aumento não é absorvido em apenas um ponto da operação, mas potencialmente em ambos, dependendo de como os contratos comerciais distribuem esse custo entre exportador, importador e armador.
A amplitude geográfica da mudança também chama atenção. Portos como Santos, Paranaguá, Rio Grande, Vitória, Salvador e Suape concentram boa parte do fluxo de cargas do país, e a variação entre eles é expressiva: em contêineres secos, por exemplo, a diferença entre o menor valor (R$ 740 em Itaguaí/Sepetiba) e o maior (R$ 2.188 em Suape) é de quase três vezes. Isso tende a influenciar decisões de roteirização de carga, especialmente para embarcadores com flexibilidade de escolha de porto.
Um limite importante para avaliar o impacto real é que o material divulgado não traz as tarifas anteriores nem os percentuais de aumento. Sem essa referência, não é possível saber se a alta é marginal ou relevante em relação ao que se pagava antes. Empresas que operam com a Maersk precisarão consultar seus contratos e histórico de cobranças para dimensionar o efeito concreto no custo logístico a partir de novembro.




