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Hapag-Lloyd aumenta em US$ 1 mil fretes da Ásia para a América Latina
A partir de 15 de outubro, reajuste atingirá contêineres destinados às costas Leste e Oeste da América do Sul, México, América Central e Caribe
A Hapag-Lloyd vai aumentar em até US$ 1 mil por contêiner as tarifas de transporte marítimo entre o Extremo Oriente e diferentes destinos da América Latina a partir de 15 de outubro. O reajuste será aplicado por meio de um General Rate Increase (GRI) e atingirá cargas transportadas em contêineres dry de 20 e 40 pés, além de equipamentos non-operating reefer (NOR) de 40 pés, com os novos valores permanecendo em vigor até novo aviso.
Segundo a Container News, a maior parte das tarifas terá acréscimo de US$ 1 mil por contêiner. Para a Costa Leste da América do Sul, por exemplo, o frete do equipamento dry de 20 pés passará de US$ 5,5 mil para US$ 6,5 mil, enquanto o de 40 pés subirá de US$ 5,7 mil para US$ 6,7 mil. Já o NOR de 40 pés terá a tarifa elevada de US$ 4,4 mil para US$ 5,4 mil.
O mesmo reajuste será aplicado aos embarques destinados à Costa Oeste da América do Sul. Nesse mercado, o contêiner dry de 20 pés passará de US$ 5 mil para US$ 6 mil, enquanto o de 40 pés avançará de US$ 5,2 mil para US$ 6,2 mil. Para os equipamentos NOR de 40 pés, o valor subirá de US$ 3,7 mil para US$ 4,7 mil.
Na Costa Oeste do México, as novas tarifas ficarão em US$ 5,9 mil para contêineres dry de 20 pés, US$ 6,1 mil para dry de 40 pés e US$ 4,8 mil para NOR de 40 pés. Já nos embarques para a Costa Oeste da América Central, incluindo GTPRQ, os valores passarão para US$ 6,9 mil, US$ 7,2 mil e US$ 6,9 mil, respectivamente.
O Caribe, incluindo o Panamá, terá as tarifas mais altas entre os destinos informados. Os contêineres dry de 20 e 40 pés passarão de US$ 8,7 mil para US$ 9,7 mil. A única exceção ao aumento será o equipamento NOR de 40 pés nessa rota, cuja tarifa permanecerá em US$ 8,6 mil.
Os novos valores serão aplicados aos embarques do Extremo Oriente para a América Latina a partir de 15 de outubro e seguirão válidos até que a companhia anuncie uma nova revisão.
FUP Explica
Um GRI de US$ 1 mil por contêiner é um aumento relevante em rotas que já operam com fretes elevados, e o impacto cai diretamente no custo de importação de quem traz mercadoria da Ásia para o Brasil e para os demais países da América do Sul. Na prática, importadores que negociaram contratos com base nas tarifas anteriores precisam rever suas margens ou repassar o custo ao comprador final, o que tende a pressionar preços de produtos importados ao consumidor.
O fato de a Hapag-Lloyd aplicar o reajuste sem prazo de encerramento definido ("até novo aviso") aumenta a incerteza para quem planeja embarques com antecedência, porque não há como saber por quanto tempo esses valores vigorarão. Isso dificulta o planejamento de custo de frete em contratos de médio prazo e pode favorecer quem consegue antecipar embarques antes de 15 de outubro, caso ainda haja espaço disponível.
Vale observar que o Caribe e o Panamá concentram as tarifas mais altas do anúncio, o que pode refletir tanto a demanda nessas rotas quanto a posição da Hapag-Lloyd nesses mercados. Se outras armadoras seguirem o movimento, o reajuste deixa de ser uma decisão isolada e passa a sinalizar uma tendência de alta nas rotas Ásia, América Latina, com efeito ampliado sobre toda a cadeia de importação da região.




