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Correnteza fecha canal de Itajaí e deixa 14 navios entre atracados e à espera
Canal do complexo Itajaí-Navegantes permanece impraticável nesta terça-feira (22), enquanto 11 navios estão atracados e outros três aguardam ao largo; ainda não há previsão para a retomada da navegação.
A forte correnteza provocada pela elevação da vazão do Rio Itajaí-Açu mantém fechado nesta terça-feira (22), o canal de acesso ao complexo portuário de Itajaí-Navegantes, em Santa Catarina, interrompendo temporariamente as entradas e saídas de embarcações. A restrição foi determinada pela Capitania dos Portos de Itajaí na noite de segunda-feira (21), depois que as condições do canal ultrapassaram os parâmetros de segurança.
Na manhã desta terça-feira, três espias de amarração de um navio atracado na JBS Terminais se romperam, e a embarcação chegou a se afastar cerca de cinco metros do cais.
A decisão de fechar o canal foi tomada após uma avaliação indicar que a intensidade da correnteza estava acima dos limites estabelecidos pelas normas de segurança da navegação. Desde então, as manobras de entrada e saída estão suspensas, enquanto a Superintendência do Porto de Itajaí (SPI), a Autoridade Marítima, a Praticagem e os terminais acompanham as condições do rio e do acesso portuário.
O episódio mais crítico ocorreu com o CMA CGM George Sand, que estava no Berço 2 da JBS Terminais, a embarcação permaneceu desde aproximadamente 4h sob assistência contínua de três rebocadores para se manter junto ao cais. No período de maior força da correnteza, três espias de amarração se romperam, fazendo o navio se afastar cerca de cinco metros do berço. A atuação dos rebocadores permitiu controlar a situação.
Diante do risco, foi definida a transferência preventiva do navio para o Berço 2 da Portonave, em Navegantes. A manobra foi programada para um período próximo à preamar, quando as condições de navegação seriam mais favoráveis, e foi concluída pouco depois do meio-dia. A Autoridade Marítima, o agente responsável pela embarcação e os dois terminais acompanharam a operação. Esta é a segunda vez em setembro que a força da correnteza provoca o fechamento do acesso ao complexo portuário.
A origem da restrição está na elevada vazão do Rio Itajaí-Açu após as condições meteorológicas registradas nos últimos dias. Em Blumenau, o nível do rio ultrapassou seis metros, e todo esse volume de água que segue em direção ao litoral intensificou a correnteza e interferiu diretamente nas condições de manobra no canal de acesso.
No início da tarde desta terça-feira, o canal continuava classificado como “impraticável” pela Autoridade Marítima. Até o momento da apuração, onze navios estavam atracados no complexo portuário, enquanto outras três embarcações permaneciam fundeadas ao largo da costa, aguardando condições para movimentação.
A paralisação do canal impede temporariamente a chegada e a saída de embarcações no complexo formado pelos terminais de Itajaí e Navegantes. Com isso, a duração da restrição passa a ser um ponto de atenção para armadores, terminais, importadores e exportadores com cargas programadas para passar pela região.
Ainda não há previsão para a reabertura do canal. A retomada das manobras dependerá da redução da correnteza e de uma nova avaliação dos parâmetros de segurança da navegação. Até lá, a Superintendência do Porto de Itajaí, a Autoridade Marítima, a Praticagem e os terminais seguem monitorando a evolução das condições no Rio Itajaí-Açu e no acesso ao complexo portuário.
FUP Explica
O fechamento do canal de Itajaí-Navegantes por correnteza não é novidade, mas a frequência chama atenção: é a segunda ocorrência só em setembro, o que indica que eventos climáticos intensos estão se tornando um fator recorrente de risco operacional para um dos principais complexos portuários do Sul do Brasil. Para armadores e terminais, cada hora de canal impraticável significa reprogramação de escalas, risco de demurrage e pressão sobre a cadeia logística de quem tem carga programada para embarcar ou desembarcar pela região.
O incidente com o CMA CGM George Sand acrescenta uma camada de risco institucional: quando um navio rompe espias e se afasta do berço, a situação pode escalar rapidamente para colisão com outras embarcações ou danos à infraestrutura portuária. O fato de os rebocadores terem controlado a situação e a transferência de berço ter ocorrido sem danos relatados é um desfecho positivo, mas o episódio evidencia o limite das operações em condições de vazão elevada do Itajaí-Açu.
A médio prazo, a repetição desses eventos tende a pressionar autoridades portuárias e marítimas a revisar protocolos de fechamento preventivo e a discutir investimentos em infraestrutura de proteção, como defensas e sistemas de monitoramento de correnteza em tempo real. Para importadores e exportadores que dependem do complexo, o recado prático é que o risco climático precisa entrar no planejamento de janelas de embarque, especialmente nos meses de maior precipitação na bacia do Itajaí.
A paralisação do canal afeta o complexo formado pelos terminais de Itajaí e Navegantes porque impede temporariamente tanto a chegada de novas embarcações quanto a saída dos navios que dependem do acesso marítimo. Com isso, a duração da restrição passa a ser um ponto de atenção para armadores, terminais, importadores e exportadores com cargas programadas para passar pela região.
Apesar do incidente com as amarras, as informações divulgadas até o início da tarde não relataram danos mais graves à embarcação ou às estruturas envolvidas. A principal medida adotada foi a mudança preventiva de berço, realizada sob acompanhamento das autoridades e com apoio dos rebocadores.
Ainda não há previsão para a reabertura do canal. A retomada das manobras dependerá da redução da correnteza e de uma nova avaliação dos parâmetros de segurança da navegação. Até lá, a Superintendência do Porto de Itajaí, a Marinha do Brasil, a Praticagem e os terminais seguem monitorando a evolução das condições no Rio Itajaí-Açu e no acesso ao complexo portuário.
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