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Falha de energia provoca filas em Viracopos e afeta embarques; aeroporto normaliza sistemas
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Falha de energia provoca filas em Viracopos e afeta embarques; aeroporto normaliza sistemas

22/09/2026·621 palavras

Problema começou durante a madrugada em uma subestação interna que atende o saguão de check-in; pistas, pátio de aeronaves e terminal de cargas não foram afetados.

Uma falha no sistema interno de energia do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), provocou filas e lentidão nos embarques desde a madrugada desta terça-feira (22), período em que voos também registraram atrasos. A interrupção começou por volta das 3h10 em uma das subestações que abastecem o saguão de check-in e comprometeu iluminação, painéis informativos, equipamentos de raio-X e parte do atendimento aos passageiros.

Equipes de manutenção foram acionadas para restabelecer os sistemas, enquanto o aeroporto permaneceu aberto e iniciou gradualmente a normalização dos serviços afetados.

Durante as primeiras horas da manhã, passageiros enfrentaram dificuldades e lentidão para chegar à área de embarque. Ás 9h30 o saguão ainda funcionava com iluminação de emergência e os painéis de informações sobre os voos, que permaneceram desligados durante parte da madrugada, haviam sido religados por volta das 9h. As filas para o embarque chegaram à porta do terminal, enquanto os balcões de check-in e despacho de bagagens também registraram movimento intenso.

Apesar dos problemas dentro do terminal, a infraestrutura aeronáutica permaneceu operacional. A pista de pousos e decolagens, o pátio de aeronaves e as vias de acesso continuaram funcionando. O Metrópoles informou ainda que o terminal de cargas não sofreu impactos e que o fornecimento de energia começou a ser restabelecido no saguão por volta das 6h30, embora o processamento de passageiros continuasse mais lento.

A programação dos voos também apresentava alterações durante a manhã. O UOL registrou que, às 7h30, ao menos dois pousos constavam como atrasados no painel do aeroporto e mais de dez partidas previstas para antes das 7h ainda apareciam apenas como “previstas”, inclusive voos marcados para as 6h. Naquele momento, a concessionária ainda não havia divulgado um balanço oficial das operações afetadas.

Levantamentos realizados ao longo da manhã indicaram números maiores de alterações na programação. Dados do Flightradar24 citados posteriormente apontavam 22 voos cancelados e 46 atrasados às 9h31. O levantamento, no entanto, representa a situação geral do aeroporto e não permite afirmar que todas essas ocorrências tenham sido provocadas pela pane elétrica. Mais cedo, às 8h46, o Mercado & Eventos havia registrado 14 cancelamentos e 31 atrasos, também ressaltando que não havia confirmação de relação entre todos os casos e a falta de energia.

A CPFL Paulista afirmou que a rede externa responsável pelo abastecimento de Viracopos funcionava normalmente e não registrou ocorrências. Conforme informou a Folha de Pernambuco, a distribuidora também não havia recebido solicitação de atendimento no local, reforçando a informação de que o problema estava restrito às instalações internas do aeroporto.

Entre as companhias aéreas, os impactos ainda eram avaliados durante a manhã. A Azul, que concentra grande parte das operações em Viracopos, afirmou que seus voos também enfrentavam efeitos das condições meteorológicas na região de Campinas e orientou os clientes a consultar suas reservas antes de seguir para o terminal. A Latam informou que apurava a situação. Já a Gol tinha apenas uma partida prevista no período, com destino ao Galeão, no Rio de Janeiro, operada normalmente, segundo a Itatiaia.

Enquanto os sistemas eram recuperados, a Aeroportos Brasil Viracopos manteve a orientação para que os passageiros consultassem diretamente as companhias aéreas antes de se deslocarem ao aeroporto. Equipes de manutenção interna trabalhavam no restabelecimento da energia, e os serviços afetados já estavam em processo de normalização.

Embora a falha tenha comprometido o check-in e a inspeção de segurança, pousos, decolagens e o pátio de aeronaves permaneceram operacionais. O principal impacto da pane concentrou-se, portanto, no processamento dos passageiros dentro do terminal, com filas e maior tempo para a realização dos procedimentos de embarque ao longo da manhã.

FUP Explica

O episódio expõe uma vulnerabilidade operacional relevante: a falha foi interna, ou seja, a rede da concessionária cedeu antes de qualquer problema na distribuidora externa. Isso significa que a responsabilidade pelo restabelecimento e pela gestão da crise recai inteiramente sobre a Aeroportos Brasil Viracopos, sem possibilidade de dividir o ônus com a CPFL Paulista. Para passageiros que perderam voos ou tiveram conexões comprometidas, isso importa na hora de acionar direitos: a origem do problema é o aeroporto, não a companhia aérea nem a distribuidora de energia.

Do ponto de vista econômico, a Azul é a principal afetada entre as aéreas, já que concentra grande parte das operações em Viracopos. A companhia ainda acrescentou condições meteorológicas como fator adicional de atraso, o que complica a separação de causas e pode dificultar eventuais pedidos de compensação por parte dos passageiros. A Latam apurava a situação sem posição definida, e a Gol operou normalmente o único voo que tinha no período.

O fato de o terminal de cargas não ter sido afetado limita o impacto econômico mais amplo, mas a lentidão no processamento de passageiros ao longo de toda a manhã gera custos difusos: atrasos em cadeia, remarcações e pressão sobre o atendimento das aéreas. A curto prazo, o episódio tende a reforçar cobranças por redundância nos sistemas elétricos internos do aeroporto, especialmente num hub de porte como Viracopos.

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