FUP News
Exportações crescem 31,7% e Brasil inicia setembro com superávit de US$ 1,9 bilhão
Comércio Exterior

Imagem gerada por IA

Exportações crescem 31,7% e Brasil inicia setembro com superávit de US$ 1,9 bilhão

09/09/2026·409 palavras

O comércio exterior brasileiro começou setembro em ritmo mais intenso, com US$ 12,69 bilhões movimentados entre exportações e importações na primeira semana do mês. As vendas ao exterior somaram US$ 7,298 bilhões, enquanto as compras internacionais chegaram a US$ 5,392 bilhões, levando a balança comercial a registrar superávit de US$ 1,906 bilhão.

Os dados foram divulgados na terça-feira (8) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Na comparação com o mesmo período de setembro de 2025, as exportações avançaram 31,7%, crescimento significativamente superior aos 8,4% registrados pelas importações. Com isso, os primeiros dias do mês mostraram maior movimentação das vendas brasileiras para o mercado internacional.

Entre os setores exportadores, a indústria extrativa apresentou o maior crescimento percentual, com alta de 84,4% e US$ 2,264 bilhões movimentados. Na sequência, a indústria de transformação alcançou US$ 3,597 bilhões, avanço de 17,9%, enquanto a agropecuária exportou US$ 1,406 bilhão, crescimento de 15,7% na comparação anual.

O aumento das vendas externas também chama atenção para a operação por trás desses embarques. Embora os dados da Secex sejam financeiros e não indiquem diretamente o volume físico transportado, uma expansão das exportações pode se refletir na demanda sobre diferentes etapas da cadeia logística, como transporte até os terminais, armazenagem, despacho aduaneiro e operações portuárias, aeroportuárias e de fronteira.

Do lado das importações, a indústria de transformação continuou concentrando a maior parcela das compras internacionais, com US$ 5,018 bilhões na primeira semana de setembro, alta de 7,8% em relação ao mesmo período de 2025. A indústria extrativa importou US$ 271,4 milhões, avanço de 32,4%, enquanto a agropecuária movimentou US$ 89,8 milhões, aumento de 3,5%.

A diferença entre o ritmo das exportações e das importações também ampliou o saldo positivo acumulado pelo país. De janeiro até a primeira semana de setembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 57,224 bilhões, crescimento de 36,7% em relação aos US$ 46,3 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

Para 2026, o MDIC projeta exportações de US$ 394,4 bilhões e importações de US$ 304,4 bilhões. Caso os valores se confirmem, o Brasil encerrará o ano com superávit comercial de US$ 90 bilhões, 32,3% acima do resultado de 2025.

Para empresas que atuam no comércio exterior, os números reforçam a importância de acompanhar não apenas o valor negociado internacionalmente, mas também como a evolução dos fluxos pode repercutir sobre capacidade logística, disponibilidade de transporte, terminais e planejamento das operações ao longo dos próximos meses.

FUP Explica

O dado mais relevante aqui é a assimetria entre exportações e importações: vendas crescendo 31,7% contra compras crescendo 8,4% é uma diferença expressiva, e ela explica por que o saldo acumulado de janeiro até a primeira semana de setembro chegou a US$ 57,224 bilhões, 36,7% acima do mesmo período de 2025. Isso sinaliza que a demanda externa pelo que o Brasil produz está aquecida, especialmente no setor extrativo, que avançou 84,4% nas exportações, um ritmo muito acima dos demais setores.

Do ponto de vista econômico, um superávit comercial crescente tende a pressionar o câmbio para baixo (dólar mais fraco em relação ao real), o que pode aliviar a inflação de produtos importados, mas ao mesmo tempo reduz a competitividade das exportações se a valorização do real for intensa.

Compartilhar:WhatsAppX (Twitter)LinkedIn

Leia também