
DHL investe € 177 milhões e triplica capacidade de maior hub na China continental
DHL Express expande infraestrutura logística e rede aérea na China através de investimentos significativos, incluindo expansão do Shenzhen Super Gateway no Aeroporto Internacional de Shenzhen Bao'an. Investimento reforça capacidade de suporte a clientes que operam e comercializam com um dos maiores mercados de manufatura e consumo do mundo.
A DHL Express concluiu a expansão do Shenzhen Super Gateway, sua maior instalação logística na China continental, com investimento de EUR 177 milhões. A operação em fase foi iniciada em 29 de julho de 2026, conforme informou a agência Xinhua, que converteu o valor para aproximadamente 1,2 bilhão de yuan.
O hub fica no Aeroporto Internacional de Shenzhen Bao'an, na província de Guangdong, e o projeto levou quatro anos para ser concluído desde seu início em 2022, de acordo com o China Daily Asia. Com a ampliação, a capacidade de processamento diário da instalação triplicou para aproximadamente 900 toneladas por dia.
O Container News informou que a expansão deve criar mais de mil empregos e reforçar a presença da DHL no sul da China. Quando estiver totalmente operacional, a instalação servirá de base para voos de carga adicionais diretos a partir de Shenzhen, segundo o China Daily Asia.
O gateway atende uma das regiões de manufatura e exportação mais relevantes do país. Produtos eletrônicos de Shenzhen, encomendas de comércio eletrônico transfronteiriço de Guangzhou e componentes de precisão de Dongguan estão entre os itens que passam pela instalação. A DHL opera no aeroporto de Shenzhen desde 2007, quando realocou o gateway para a área de supervisão aduaneira do aeroporto.
Em paralelo à expansão terrestre, a empresa lançou um serviço diário de frete aéreo com aeronave Boeing 767 na rota Shanghai-Bangkok-Bahrain-Bruxelas-Shanghai, acrescentando até 50 toneladas de capacidade diária, conforme o Container News. O Air Cargo News destacou que o serviço amplia a conectividade entre China, Sudeste Asiático, Oriente Médio e Europa, com maior flexibilidade de horários e capacidade para remessas mais pesadas.
O CEO da DHL Express, John Pearson, afirmou que os investimentos garantem aos clientes redes logísticas flexíveis, confiáveis e de alta qualidade para conectar fornecedores, locais de produção e consumidores em todo o mundo. Os setores que impulsionam a demanda incluem tecnologia, manufatura industrial, semicondutores, saúde, infraestrutura de data centre e novas energias, todos fortemente dependentes das redes de manufatura chinesas e asiáticas, segundo o mesmo veículo.
O China Daily Asia registrou que Pearson descreveu a China não mais apenas como a fábrica do mundo, mas como um hub de inovação e demanda em crescimento. A empresa observa expansão acelerada em comércio eletrônico transfronteiriço, veículos de nova energia, baterias de lítio e ciências da vida, produtos que exigem logística premium por serem de alto valor e sensíveis ao tempo.
Contexto do comércio exterior chinês
O movimento da DHL ocorre em um momento de crescimento expressivo do comércio exterior da China. O comércio combinado do país, somando importações e exportações, cresceu 16,9% em base anual no primeiro semestre de 2026, atingindo 25,47 trilhões de yuan, segundo a Administração Geral de Alfândegas.
No mesmo período, quase 4,8 mil empresas estrangeiras realizaram investimentos adicionais no país, enquanto o número de empresas estrangeiras recém-estabelecidas cresceu 5,3% em relação ao ano anterior.
FUP Explica
A expansão da DHL em Shenzhen é um sinal claro de que o fluxo de carga aérea entre a China e o restante do mundo segue em alta, e que operadoras de logística premium estão apostando nisso com dinheiro real. EUR 177 milhões num único hub não é aposta tímida: é uma declaração de que a demanda por velocidade e confiabilidade no transporte de produtos de alto valor, como semicondutores, baterias e equipamentos de saúde, deve se sustentar por anos.
Para quem importa da China, especialmente produtos de tecnologia, eletrônicos e componentes industriais, mais capacidade instalada em Shenzhen tende a significar mais opções de frequência e, potencialmente, menos gargalo em períodos de pico. A nova rota aérea Shanghai-Bangkok-Bahrain-Bruxelas também abre uma alternativa de trânsito para cargas que precisam chegar à Europa com prazo definido, passando pelo Oriente Médio, o que pode ser relevante para quem trabalha com remessas urgentes nesse corredor.
O dado de crescimento de 16,9% no comércio exterior chinês no primeiro semestre de 2026 reforça que o ambiente que motivou o investimento da DHL não é conjuntural. Empresas que dependem de fornecedores chineses ou que exportam para o mercado asiático devem acompanhar como essa ampliação de capacidade afeta tarifas e disponibilidade de espaço nos próximos meses, especialmente no segundo semestre, quando a demanda por frete aéreo costuma se intensificar.
Leia também

ApexBrasil lança plano de R$ 210 milhões para apoiar exportadores afetados por tarifas dos EUA
há 17 minutos

Terremoto trava exportações de café da Colômbia e ameaça pressionar preços internacionais
há cerca de 7 horas

Integração de sistemas acelera resposta das cadeias de suprimentos a crises internacionais
há 1 dia


