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BR-101 ganha terceiras faixas em trecho com R$ 6 bilhões em obras previstas
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BR-101 ganha terceiras faixas em trecho com R$ 6 bilhões em obras previstas

14/08/2026·434 palavras
Ministério dos Transportes libera 6,4 km de faixas adicionais na BR-101 entre Niterói e Campo dos Goytacazes, ampliando capacidade de transporte rodoviário.

O Ministério dos Transportes liberou, nesta quinta-feira (13) o tráfego em 6,4 quilômetros de terceiras faixas na BR-101 Rio de Janeiro. Conforme informou o Transporte Moderno, o trecho fica no km 299, no sentido Sul da rodovia, na região da Praça de Pedágio de São Gonçalo, entre Niterói e Campos dos Goytacazes. O ministro George Santoro acompanhou pessoalmente a entrega.

A concessionária responsável pelo trecho é a Arteris Fluminense, que administra a BR-101 entre Niterói e a divisa com o Espírito Santo. Segundo o G1, a empresa venceu, como única participante, o leilão de continuidade realizado em 11 de novembro de 2025, com novo contrato válido até 2047. O acordo prevê mais de R$ 10 bilhões em investimentos ao longo da concessão, incluindo duplicações, faixas adicionais, novas interseções e passarelas.

A viabilização das obras passou por um termo aditivo contratual assinado em março de 2026, resultado de um processo de reequilíbrio da concessão conduzido com participação do Tribunal de Contas da União, conforme apurado pela CNN Brasil em maio de 2026.

O aditivo permite a execução de cerca de R$ 6 bilhões em investimentos ao longo de 322 quilômetros da rodovia. Desse total, aproximadamente R$ 2,2 bilhões devem ser aplicados nos primeiros três anos.

As primeiras frentes de trabalho foram mobilizadas em municípios como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito, Casimiro de Abreu, Macaé, Carapebus e Campos dos Goytacazes. Nesta fase inicial, as intervenções abrangem recuperação e manutenção do pavimento, serviços em pontes e passarelas, melhorias em drenagem, sinalização, iluminação e dispositivos de segurança viária.

O contrato também prevê obras de maior porte, como duplicações entre Macaé e Casimiro de Abreu e faixas adicionais entre Niterói e Itaboraí.

O trecho administrado pela Arteris Fluminense atende cerca de 9,4 milhões de habitantes e atravessa ou impacta 13 municípios fluminenses, que respondem por aproximadamente 18% do PIB do estado do Rio de Janeiro. A Agência Nacional de Transportes Terrestres informou que vai acompanhar a execução das obras e os indicadores operacionais da rodovia.

Política de pedágio e agenda do ministro

A Arteris Fluminense informou que motocicletas serão isentas de pedágio no trecho. Os demais veículos terão desconto de 5% no pagamento automático por tag, além de redução progressiva para usuários frequentes da mesma praça.

Além da entrega das novas faixas, o ministro George Santoro visitou a Ponte Rio-Niterói, administrada pela Ecovias Ponte, que recebe aproximadamente 150 mil veículos por dia e tem 13,39 quilômetros de extensão. A agenda incluiu ainda uma vistoria nas obras do acesso subterrâneo à Escola Naval do Rio de Janeiro, com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

FUP Explica

A entrega das faixas adicionais é o primeiro resultado visível de um contrato que levou anos para ser reestruturado. O reequilíbrio da concessão, com aval do TCU, e o leilão de continuidade em 2025 desbloquearam um volume expressivo de investimentos que estava represado, e o aditivo de março de 2026 foi o que efetivamente deu partida às obras.

Isso significa que a execução do restante do programa, incluindo as duplicações entre Macaé e Casimiro de Abreu, depende de a Arteris Fluminense manter o ritmo de desembolso previsto nos primeiros três anos.

Do ponto de vista econômico, a rodovia conecta municípios que respondem por quase um quinto do PIB fluminense, entre eles polos industriais e o norte do estado, onde fica Campos dos Goytacazes. Melhorias de capacidade nesse eixo tendem a reduzir tempo de deslocamento e custo de frete para quem depende da via, com efeito direto sobre transporte de passageiros e de cargas regionais.

No plano institucional, o fato de a Arteris Fluminense ter sido a única participante do leilão de continuidade é um sinal de que o modelo de concessão ainda enfrenta dificuldades para atrair concorrência, o que reduz a pressão competitiva sobre a qualidade e o preço do serviço. A ANTT sinalizou que vai monitorar os indicadores operacionais, mas a efetividade desse acompanhamento ao longo de um contrato de mais de vinte anos é o que vai determinar se os R$ 10 bilhões previstos se traduzem em melhoria real para os usuários.

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