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Autoridades investigam causas de encalhe de rebocador no litoral argentino
Marítimo

Autoridades investigam causas de encalhe de rebocador no litoral argentino

10/08/2026·341 palavras
Rebocador conseguiu se desencalhar após ficar preso próximo ao Porto de San Antonio Este. Incidente operacional em porto chileno com resolução bem-sucedida.

O rebocador Atlantic Dama encalhou próximo ao Porto de San Antonio Este, na Argentina, durante uma manobra portuária na manhã do sábado (8), e conseguiu se desencalhar por seus próprios meios horas depois, sem vítimas nem danos significativos à operação do porto.

Segundo o Portal Portuario, o incidente ocorreu quando a embarcação, de bandeira argentina, operava no Sítio 2 do Muelle de Ultramar durante uma manobra de giro. O rebocador ficou apoiado sobre um banco de areia a aproximadamente 75 metros da costa, fora do canal de navegação. As causas da varadura tornaram-se objeto de investigação pelas autoridades marítimas.

A Estação Costera da Prefectura San Antonio Oeste manteve comunicação permanente com o capitão da embarcação ao longo de toda a ocorrência. O comandante informou que tripulação e passageiros estavam em bom estado de saúde. As verificações iniciais apontaram que o navio permanecia apoiado no leito arenoso sem escora e sem apresentar riscos imediatos à segurança da embarcação ou ao meio ambiente.

A Prefectura Naval Argentina ativou o protocolo de assistência marítima e manteve contato radioelétrico permanente com a nave durante toda a emergência. O guardacostas PNA Río Paraná foi colocado em estado de prontidão, assim como pessoal das Prefecturas de San Antonio Oeste e San Antonio Este, prontos para intervir caso a situação exigisse.

A embarcação aguardou a chegada da pleamar seguinte para tentar se liberar. Por volta das 17h20 do mesmo sábado, o Atlantic Dama iniciou as manobras de desencalhamento e conseguiu se soltar sem auxílio externo. Depois de se libertar, a embarcação permaneceu fundeada na rada interior e, próximo às 20h, amarrou novamente no muelle.

A autoridade marítima iniciou as atuações administrativas e inspeções técnicas para apurar as causas da varadura durante a manobra portuária.

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Histórico recente da embarcação

O Atlantic Dama havia passado por um extenso processo de manutenção e modernização no Astillero Río Paraná Sur, do qual saiu em abril de 2026. Na época, a companhia responsável pela embarcação destacou que os trabalhos realizados buscaram otimizar cada detalhe da embarcação antes de seu retorno às operações.

FUP Explica

O episódio do Atlantic Dama é, na prática, um incidente operacional de baixa gravidade que se resolveu dentro do próprio dia, sem vítimas, sem derramamento e sem interrupção prolongada no porto. O ponto que merece atenção é o timing: a embarcação havia saído de um processo extenso de manutenção apenas quatro meses antes do encalhe, o que tende a alimentar questionamentos sobre a qualidade do serviço realizado no estaleiro ou sobre os procedimentos de manobra adotados na operação de 8 de agosto. A investigação aberta pela Prefectura Naval Argentina vai precisar responder a isso.

Do ponto de vista institucional, a resposta foi dentro do protocolo padrão: comunicação contínua com o capitão, guarda-costas em prontidão e inspeção técnica iniciada logo após o desencalhe. Nada indica falha grave de resposta, mas o resultado da apuração administrativa pode gerar recomendações de segurança para manobras naquele trecho do porto, especialmente no Sítio 2 do Muelle de Ultramar, onde o banco de areia ficou a apenas 75 metros da costa e fora do canal de navegação. Se o fundo local for um fator recorrente, a autoridade portuária pode ser pressionada a revisar as condições de balizamento ou dragagem na área.

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