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Scania leva centro logístico de Vinhedo a 24,4 mil m² após aporte de R$ 78 milhões
Supply Chain

Scania leva centro logístico de Vinhedo a 24,4 mil m² após aporte de R$ 78 milhões

17/08/2026·474 palavras
Scania investe R$ 78 milhões para ampliar seu centro logístico de peças no Brasil, reforçando a infraestrutura de supply chain e armazenagem da empresa no país.

A Scania anunciou, nesta segunda-feira (17), um investimento de R$ 78 milhões para ampliar seu centro logístico de peças em Vinhedo, interior de São Paulo. Com a expansão, o Latin Parts Center (LPC) passou de 15.000 para 24.400 metros quadrados de área de armazenagem, crescimento de 62%, segundo a Exame.

A unidade de Vinhedo é o segundo maior centro logístico de peças da Scania no mundo, ficando atrás apenas da operação localizada na Bélgica. O CEO da Scania América Latina, Christopher Podgorski, reforçou o peso do mercado brasileiro em entrevista à Exame: "O Brasil é o nosso mercado número um, é o lugar do mundo em que a Scania mais vende."

O LPC mantém mais de 40.000 itens em estoque e funciona como principal hub de distribuição de peças para a América Latina, com exceção do México, abastecido diretamente pela operação europeia. A unidade atende 180 pontos de atendimento no Brasil e também destinos internacionais, incluindo Bélgica, África do Sul, América Central e sete unidades de negócio da Scania na América do Sul, de acordo com informações publicadas pela Revista MT.

Com a expansão, a meta de disponibilidade de peças sobe de 95,5% para 96,5%, segundo Alessandro Silvério, gerente do LPC. Isso significa ter imediatamente em estoque mais de 96 de cada 100 itens solicitados pela rede de concessionárias.

A ampliação também envolveu o redesenho dos fluxos internos de operação. Silvério explicou à Exame que a prioridade foi aumentar a velocidade de separação e despacho, não apenas o espaço físico. A Scania monitora diariamente os estoques das concessionárias por meio do sistema Dealer Stock Management (DSM): pedidos recebidos em um dia são separados para despacho no seguinte. Em solicitações urgentes, a peça pode sair no mesmo dia; em casos classificados como superurgentes, a empresa recorre à entrega porta a porta.

Ciclo de investimentos e localização da unidade

O aporte de R$ 78 milhões integra um ciclo total de R$ 6 bilhões previsto pela montadora sueca no Brasil entre 2016 e 2028. Não é a primeira vez que o LPC recebe reforço: em outubro de 2023, a Scania havia anunciado investimento de R$ 65,7 milhões para ampliar o mesmo centro, com previsão de expansão de 50% da capacidade física, de 15.000 para 22.500 metros quadrados.

A escolha de Vinhedo segue lógica semelhante à da unidade europeia. A proximidade com rodovias principais e com o Aeroporto Internacional de Viracopos, na região de Campinas, replica o modelo adotado na Bélgica, onde a localização próxima ao porto de Antuérpia facilita os despachos frequentes para a América Latina.

O movimento da Scania ocorre em um setor que, de forma mais ampla, tem ampliado aportes. Levantamento da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol), mostrou que 68% dos operadores logísticos aumentaram seus investimentos, com foco em tecnologia, infraestrutura e equipamentos, percentual que sobe para 82% entre empresas de grande porte.

FUP Explica

O tamanho do investimento e a posição do LPC no ranking mundial da Scania dizem muito sobre o peso do Brasil dentro da companhia. Ser o maior mercado em volume de vendas da montadora sueca justifica ter o segundo maior centro de peças do mundo aqui, e a ampliação reforça que essa posição não é acidental: ela é sustentada por infraestrutura física crescente e por metas de disponibilidade cada vez mais apertadas.

Para a rede de concessionárias e para os clientes finais, o que muda na prática é a redução do tempo de espera por peças, especialmente em frotas comerciais onde caminhão parado significa prejuízo direto.

A meta de 96,5% de disponibilidade imediata é alta para qualquer operação de peças de reposição, e o redesenho dos fluxos internos sugere que a Scania está apostando em velocidade de resposta como diferencial competitivo, não só em volume de estoque.

No plano mais amplo, o aporte de R$ 78 milhões sinaliza confiança no ciclo de demanda por caminhões no Brasil e na América Latina, num momento em que concorrentes do setor também reportam recuperação gradual da demanda na região. Para o mercado logístico brasileiro, a expansão de infraestrutura por parte de grandes fabricantes tende a pressionar positivamente os padrões de nível de serviço em toda a cadeia de pós-venda do setor de transporte.

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