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Minidólar recua 1,16% e dólar à vista cai ao menor nível desde agosto
Análise de movimentação cambial com impacto em operações de importação e exportação, mas com foco em análise técnica de curto prazo.
O minidólar com vencimento em outubro (WDOV26) encerrou a sessão de 2 de setembro em queda de 1,16%, aos 5.127 pontos, segundo o InfoMoney. No mercado à vista, o dólar recuou 0,91%, para R$ 5,1065, no menor valor desde 7 de agosto e na terceira sessão consecutiva de queda.
Para os operadores do minidólar, o noticiário eleitoral, o fluxo de investidores estrangeiros e as operações do Banco Central estão entre os principais pontos de atenção nesta sessão. No acumulado de agosto até o dia 28, o Brasil registrou saída cambial de US$ 3,095 bilhões.
O fluxo cambial, porém, não deve ser confundido com a movimentação de investidores estrangeiros na B3. Dados referentes ao mercado acionário mostram entrada líquida de R$ 810,96 milhões de investidores estrangeiros em 1º de setembro, após R$ 458,11 milhões em 31 de agosto. Nos pregões anteriores, o saldo oscilou entre entradas e saídas.
No exterior, a queda do índice DXY, o petróleo Brent acima de US$ 95 e a escalada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã estão entre os fatores que podem elevar a volatilidade do câmbio.
Em julho de 2026, a Agência Brasil apontou a diferença entre os juros brasileiros e norte-americanos e a valorização do petróleo entre os fatores que favoreciam a entrada de capital estrangeiro no país. A reportagem também destacou que a alta do barril, então próxima de US$ 95, favorecia as perspectivas para a balança comercial brasileira, uma vez que o Brasil é exportador líquido de petróleo.
Análise técnica: suportes e resistências
No gráfico de 15 minutos, o contrato encerrou a última sessão em movimento de baixa e abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. De acordo com a análise de Rodrigo Paz, analista técnico CNPI-T citado pelo InfoMoney, a continuidade da queda depende da perda da região de suporte entre 5.118 e 5.108,5. Nesse cenário, o movimento vendedor pode levar o contrato inicialmente à faixa de 5.091 a 5.065,5 e, posteriormente, à região de 5.052,5 a 5.032.
Uma recuperação depende da entrada de volume comprador e da superação da resistência entre 5.130 e 5.143. Acima dessa faixa, as próximas referências ficam entre 5.160 e 5.171 e, em um movimento mais extenso, entre 5.199 e 5.224.
No gráfico diário, o contrato aprofundou as perdas e permaneceu abaixo das médias móveis. Para modificar essa configuração, a análise indica a necessidade de superar as referências em 5.192, 5.235 e 5.277. O rompimento desses níveis poderia abrir espaço para as regiões de 5.342 e 5.416,5.
No sentido contrário, a continuidade da pressão vendedora e a perda dos suportes em 5.118 e 5.052 teriam como próximas referências a faixa entre 4.980 e 4.946. O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos estava em 37,40, ainda em zona neutra e sem indicação de sobrevenda.
No gráfico de 60 minutos, o minidólar permanece abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Para iniciar uma recuperação, a primeira referência é a superação da resistência entre 5.143 e 5.171. Acima dessa faixa, os próximos níveis ficam entre 5.194,5 e 5.224, seguidos por 5.257,5 e, em um movimento mais extenso, 5.277.
No cenário vendedor, a região entre 5.118 e 5.065 funciona como suporte. A perda dessa faixa pode direcionar o contrato para os níveis entre 5.050 e 4.998 e, posteriormente, entre 4.967 e 4.946, conforme a análise técnica.
FUP Explica
A terceira queda consecutiva do dólar, puxada por um resultado eleitoral que o mercado leu como favorável, mostra como o câmbio brasileiro segue sensível ao noticiário político. O empate técnico entre os candidatos na pesquisa Quaest reduziu a percepção de risco e abriu espaço para entrada de capital, mas esse tipo de movimento pode se reverter rapidamente dependendo do próximo levantamento ou de qualquer declaração que mude o humor do mercado.
O pano de fundo externo adiciona uma camada de incerteza. A tensão entre Estados Unidos e Irã e a volatilidade do petróleo acima de US$ 95 são variáveis que escapam do controle doméstico e podem interromper o fluxo comprador de reais a qualquer momento. A saída cambial de US$ 3,095 bilhões em agosto, apurada até o dia 28, indica que o fluxo não é uniformemente positivo, o que torna o cenário mais frágil do que os fechamentos recentes sugerem.
Para quem tem pagamentos ou recebimentos programados em moeda estrangeira, o momento pede atenção redobrada: o dólar no menor nível desde 7 de agosto pode ser uma janela para travar câmbio, mas a análise técnica ainda não sinaliza reversão consolidada, e os suportes identificados pelo InfoMoney estão próximos do preço atual, o que significa que uma virada de fluxo pode acontecer sem muito aviso.




