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Colisão entre dois navios deixa 10 tripulantes desaparecidos na Turquia
Marítimo

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Colisão entre dois navios deixa 10 tripulantes desaparecidos na Turquia

03/09/2026·357 palavras
Acidente marítimo em Istambul pode afetar temporariamente fluxo de navios em rota estratégica, com potencial impacto em prazos de entrega de cargas em trânsito.

Uma colisão entre dois navios mercantes de bandeira turca deixou desaparecidos os 10 tripulantes de uma das embarcações no mar de Mármara, em frente ao distrito de Silivri, em Istambul, na madrugada desta quarta-feira (2). A Guarda Costeira da Turquia mobilizou um helicóptero e 14 embarcações para as buscas, enquanto as autoridades presumem que um dos navios tenha afundado.

O acidente envolveu o Alsu, navio-tanque químico de propriedade da Ozpulathane Deniz Tasimaciligi, e o Tugberk Imamoglu, graneleiro pertencente à Zeybe Denizcilik. As informações sobre os proprietários e os tipos das embarcações constam em dados da Câmara de Comércio Marítimo de Istambul.

O Alsu seguia para o porto de Aliaga, no mar Egeu, enquanto o Tugberk Imamoglu tinha como destino Karadeniz Eregli, no mar Negro.

No momento da colisão, o Tugberk Imamoglu transportava aproximadamente 4,2 mil toneladas de bobinas de aço. O Alsu levava cerca de 3 mil toneladas de óleo de motor, segundo informações divulgadas pela autoridade marítima da Turquia. O centro de resgate recebeu um sinal de emergência do Tugberk Imamoglu às 3h26. Às 3h41, o capitão do Alsu entrou em contato com a central e informou que havia colidido com um navio não identificado por volta das 3h15.

A colisão ocorreu em uma área caracterizada pela autoridade marítima turca como uma via de tráfego marítimo de alta densidade.

Após a colisão, as autoridades não conseguiram restabelecer contato com o Tugberk Imamoglu nem com seus 10 tripulantes. A embarcação não respondeu às chamadas realizadas pelas equipes, e também não foi possível localizar os tripulantes por telefone celular.

Diante da falta de contato, a autoridade marítima passou a presumir que o Tugberk Imamoglu tenha afundado. Até as informações disponíveis na reportagem consultada, porém, o naufrágio não havia sido confirmado. O Alsu, por sua vez, não apresentava danos visíveis após a colisão, segundo comunicado da administração de Istambul.

Guarda Costeira mobiliza buscas

A Guarda Costeira turca mobilizou um helicóptero e 14 embarcações para a operação de busca e salvamento dos 10 tripulantes do Tugberk Imamoglu. A causa da colisão não havia sido informada até a publicação da reportagem. A situação dos tripulantes também permanecia desconhecida naquele momento.

FUP Explica

O afundamento presumido do Tugberk Imamoglu num trecho de alta densidade do mar de Mármara coloca em primeiro plano a questão da segurança marítima nessa região, que conecta o mar Negro ao mar Egeu e, por extensão, ao Mediterrâneo. Um graneleiro carregado com mais de 4.000 toneladas de aço no fundo do mar representa risco de obstrução à navegação e pode exigir operação de remoção de destroços, dependendo da profundidade e da localização exata do naufrágio.

A carga de óleo de motor a bordo do Alsu, embora o navio tenha permanecido navegável, também merece atenção: qualquer vazamento, mesmo que não confirmado até agora, pode gerar passivo ambiental e acionar protocolos de contenção que afetam o tráfego local. As autoridades turcas ainda não divulgaram as causas do acidente, o que mantém em aberto a questão de responsabilidade entre as duas empresas proprietárias, ambas registradas na Câmara de Comércio Marítimo de Istambul.

No plano humano, a situação dos 10 tripulantes desaparecidos é o ponto mais urgente. Com a operação de busca ainda em andamento e sem sinal de vida desde a madrugada do acidente, as chances de resgate diminuem com o tempo, o que tende a pressionar as autoridades turcas a intensificar os recursos empregados nas buscas.

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