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Maersk supera COSCO e lidera transporte intra-asiático com mais de 340 mil TEUs
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Maersk supera COSCO e lidera transporte intra-asiático com mais de 340 mil TEUs

16/09/2026·612 palavras

Companhia dinamarquesa supera 340 mil TEUs de capacidade na região, enquanto mercado intra-asiático cresce 6,2% em um ano e reúne mais de 80 armadores

A Maersk ultrapassou a COSCO e assumiu a liderança do mercado internacional de transporte de contêineres dentro da Ásia, considerado o maior comércio conteinerizado do mundo. O avanço foi registrado em meados de agosto, após a companhia dinamarquesa ampliar sua capacidade na região em cerca de 34 mil TEUs em um ano, alcançando mais de 340 mil TEUs distribuídos pelos serviços intra-asiáticos. A expansão ocorre em meio ao fortalecimento das conexões regionais que alimentam as principais rotas de longa distância da empresa.

Segundo a Splash247, com base no levantamento mais recente da Alphaliner, o crescimento da Maersk representou o maior aumento nominal de capacidade entre os operadores analisados. A companhia mantinha 108 navios empregados na região, com capacidade média de 3.176 TEUs por embarcação, registrando a maior média entre os principais armadores que atuam no mercado intra-asiático.

Parte dessa expansão está relacionada à estrutura adotada pela Gemini Cooperation, parceria operacional entre Maersk e Hapag-Lloyd. O modelo utiliza uma lógica de hub-and-spoke, na qual uma rede de serviços menores conecta diferentes portos asiáticos aos hubs que alimentam as principais linhas leste-oeste. Essa configuração aumenta a necessidade de embarcações dedicadas às conexões regionais e ajuda a explicar o crescimento da capacidade da Maersk na Ásia.

Enquanto isso, a COSCO caiu para a segunda posição apesar de operar uma frota regional maior. A companhia chinesa mantinha mais de 120 embarcações nos serviços intra-asiáticos, mas sua capacidade permaneceu praticamente estável em relação ao ano anterior. Dessa forma, o número maior de navios não foi suficiente para acompanhar a expansão registrada pela concorrente dinamarquesa.

O movimento ocorre em um mercado que também segue crescendo. De acordo com os cálculos da Alphaliner, a capacidade total destinada aos serviços internacionais dentro da Ásia chegou a pouco menos de 2,6 milhões de TEUs, desconsiderando as rotas domésticas.

O volume representa uma alta de 6,2% na comparação anual e está distribuído entre mais de 80 transportadoras que disputam espaço na região.

Apesar da presença expressiva de operadores regionais, as grandes companhias globais concentram 63% de toda a capacidade disponibilizada no mercado. Isso ocorre mesmo com uma quantidade menor de navios, já que as embarcações das principais linhas internacionais têm capacidade média de 2.699 TEUs, contra 1.338 TEUs entre os armadores especializados nas rotas regionais.

A disputa também provocou mudanças nas posições seguintes. A CMA CGM registrou o segundo maior crescimento de capacidade entre as companhias avaliadas, adicionando aproximadamente 15 mil TEUs e ultrapassando a Evergreen para assumir a terceira posição. Já a SITC permaneceu como a maior operadora regional especializada, com 109 navios e aproximadamente 157 mil TEUs de capacidade. A empresa mantém uma estratégia voltada principalmente à conexão de portos menores e mercados de nicho.

Ao mesmo tempo, a maior movimentação de capacidade ocorre em um cenário de pressão sobre os custos do transporte. O Drewry Intra-Asia Container Index avançou 1% na última semana, chegando a US$ 1.323 por FEU. O índice composto permanece em níveis recordes neste mês, em meio a interrupções relacionadas a tensões geopolíticas e à passagem de tufões, fatores que continuam afetando as cadeias de suprimentos e limitando a capacidade disponível em determinadas rotas.

Assim, a mudança na liderança não representa apenas uma troca de posições entre Maersk e COSCO, mas também reflete a crescente importância das conexões regionais asiáticas na estratégia das grandes companhias marítimas. Com o comércio intra-asiático em expansão e cada vez mais integrado às principais rotas globais, capacidade, tamanho dos navios e eficiência das redes de alimentação passam a ter peso ainda maior na disputa entre os armadores.

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A Maersk chegou a essa liderança não aumentando o número de navios, mas colocando embarcações maiores em serviço, o que eleva a capacidade média por navio e reduz o custo unitário de transporte. Isso é relevante porque a COSCO opera uma frota regional maior em número de navios e ainda assim ficou para trás, o que mostra que escala bruta sem eficiência de rede não é suficiente.

O modelo hub-and-spoke da Gemini Cooperation, parceria entre Maersk e Hapag-Lloyd, é central nessa equação. Ao concentrar cargas em hubs e distribuí-las por serviços menores, a aliança cria uma dependência estrutural de feeders regionais, o que explica por que a Maersk precisou ampliar tanto a capacidade intra-asiática. Para exportadores e importadores que usam rotas com origem ou destino na Ásia, isso pode significar mais opções de conexão, mas também maior dependência de um único operador dominante em determinados trechos.

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