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Comércio Exterior

imagem gerada por IA

HMM Platinum aguarda avaliação perto de Durban após incêndio em viagem para Santos

03/11/2026 · 541 palavras

Os 24 tripulantes estão seguros; extensão dos danos às mercadorias e próximos passos da operação permanecem indefinidos

Após um incêndio interromper a travessia da Índia para Santos, o porta-contêineres HMM Platinum permanece fundeado nas proximidades de Durban, na África do Sul. Registros de rastreamento disponíveis nesta terça-feira (3) indicam a embarcação ao largo do porto, mas ainda não há um balanço definitivo dos danos às mercadorias nem confirmação de quando os embarques poderão seguir viagem.

O navio deixou Kattupalli, na Índia, em 27 de setembro. Durante o percurso pelo oceano Índico, um incêndio nas proximidades do sul de Madagascar levou à busca por um porto de refúgio. Desde então, o combate ao fogo e as condições meteorológicas dificultaram a continuidade da operação.

Os registros atuais da plataforma Skypace indicam status de fundeio próximo a Durban, sem confirmação de chegada ao terminal. Embora os relatos apontem a presença do navio na região, apresentam diferenças sobre quando começou essa permanência. Por isso, não é possível estabelecer uma data única para o fundeio com segurança.

Para os clientes com mercadorias a bordo, a principal incerteza continua sendo a condição de cada embarque. A posição da embarcação, por si só, não esclarece quais unidades sofreram danos nem estabelece um calendário para descarga, vistoria ou eventual reembarque.

Tripulação segura e combate em fase final

Em declaração ao The Maritime Executive publicada em 23 de outubro, um porta-voz da HMM informou que o combate estava na etapa final de resfriamento. A companhia confirmou que os 24 tripulantes estavam seguros e explicou que o mau tempo mantinha o navio afastado da costa sul-africana.

Na ocasião, a empresa previa encaminhar a embarcação a um porto próximo após extinguir completamente o fogo, para realizar os procedimentos seguintes e investigar o incidente. Rebocadores permaneciam nas proximidades por precaução.

Esse relato descreve a situação naquela data. Portanto, não permite afirmar, isoladamente, quando terminou o combate ou se as inspeções previstas já começaram.

A consultoria WK Webster informou que o incêndio ocorreu dentro de um contêiner, ao sul de Lavanono, em Madagascar. Também apontou a possibilidade de danos por fogo, calor, fumaça e água utilizada no combate em mercadorias próximas ao foco. Entretanto, a extensão das perdas permanecia sem confirmação.

Atrasos e garantias para liberar mercadorias

Em comunicado aos clientes, a APL Logistics afirmou que recebeu da transportadora a notificação sobre o incidente em 16 de outubro. A operadora informou que aguardava detalhes sobre as condições das cargas e os próximos procedimentos, alertando para possíveis atrasos nos embarques afetados.

Já a W.E. Cox Claims Group relatou a contratação da SMIT sob condições Lloyd’s Open Form e considerou provável uma declaração de avaria grossa. A consultoria também indicou a necessidade de garantias de salvamento antes do reembarque ou da liberação das mercadorias. A eventual garantia de avaria grossa depende da declaração desse mecanismo.

As fontes divergem, ainda, sobre o volume transportado: algumas citam aproximadamente 2.300 contêineres; outras, 2.300 TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. Como as medidas não são intercambiáveis, o total exige esclarecimento.

Até que as vistorias e os comunicados específicos avancem, seguem pendentes a dimensão dos prejuízos e as condições para a continuidade dos embarques. Nas fontes consultadas, também não há confirmação pública de declaração formal de avaria grossa.