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Geopolítica

imagem meramente ilustrativa / jluiz.com

Tornado danifica aeroporto de Chapecó e suspende pousos e decolagens

04/11/2026 · 602 palavras

Terminal ficou sem previsão de reabertura após danos na estrutura; pouco mais de 48 horas antes, outro fenômeno destruiu instalações industriais em Maringá

Entre vidraças quebradas e estruturas metálicas arrancadas pelo vento, o tornado em Chapecó levou o Aeroporto Serafim Enoss Bertaso a suspender pousos e decolagens nesta quarta-feira (4). O fenômeno atingiu a cidade do Oeste catarinense durante a manhã e danificou o terminal. A interrupção ocorreu pouco mais de 48 horas depois de outro tornado deixar um rastro de destruição em Maringá, no Paraná.

Após a tempestade, equipes técnicas começaram uma vistoria completa para avaliar os danos e permitir a retomada das operações. Segundo o GZH, a concessionária Voe Xap informou que a suspensão permaneceria por tempo indeterminado. Por isso, orientou os passageiros a evitar o deslocamento ao aeroporto e procurar as companhias aéreas para consultar seus voos e verificar remarcações.

Além do terminal de passageiros, o temporal atingiu hangares, retorceu estruturas metálicas e espalhou destroços pelo estacionamento. A Peperi relatou que passageiros e funcionários estavam dentro do saguão quando a ventania arrancou vidraças. Já em Xanxerê, um caminhão e uma van tombaram às margens da BR-282 durante a tempestade. Até a publicação da reportagem, não havia informações oficiais sobre feridos nesses veículos.

A Defesa Civil catarinense confirmou o tornado após identificar, no radar, sinais de rotação e detritos levantados pelos ventos. Conforme o Correio do Povo, uma estação do Inmet registrou rajadas de 126 km/h, enquanto a estação da Defesa Civil marcou aproximadamente 93 km/h. Para determinar a intensidade e a extensão da área atingida, o órgão ainda faria um levantamento com drones.

Tornado em Chapecó atinge empresas, energia e comunicações

Fora do aeroporto, os estragos também alcançaram residências, instalações empresariais e estruturas de telecomunicações. O LA+ relatou danos nas instalações da Aurora, embora ainda não houvesse detalhamento sobre a unidade ou eventual paralisação produtiva. No bairro Esplanada, caíram estruturas de transmissão de duas rádios e uma antena da Claro. Entretanto, a extensão das interrupções desses serviços permanecia em apuração.

Enquanto isso, a falta de energia afetava diferentes municípios do Oeste catarinense. Um balanço da Celesc reproduzido pelo Portal49, às 12h28, apontava 215,6 mil unidades consumidoras sem fornecimento nas regionais de Chapecó, São Miguel do Oeste, Concórdia e Joaçaba. Desse total, 102.581 interrupções estavam na regional de Chapecó, que abrange outros municípios além da cidade.

Maringá enfrenta destruição industrial e reconstrução da rede

Ao mesmo tempo, Maringá ainda enfrentava as consequências do tornado que atingiu o município na madrugada de segunda-feira (2). Após analisar os danos, o Simepar classificou o fenômeno como F2 na escala Fujita, com ventos estimados entre 180 e 250 km/h. O levantamento identificou um trajeto de aproximadamente 15 quilômetros, além de telhas arremessadas a mais de 1.300 metros. Nesse caso, o intervalo de velocidade resulta da avaliação dos estragos, diferentemente das medições feitas nas estações de Chapecó.

No Parque das Indústrias, barracões perderam telhados e sofreram danos em paredes, máquinas e veículos. Entre os estabelecimentos atingidos estavam uma fábrica de peças agrícolas com mais de 150 funcionários e uma indústria de placas solares, conforme o Portal da Cidade de Paranavaí. Além disso, uma empresária do setor de embalagens relatou a perda de praticamente toda a estrutura do negócio.

Enquanto as empresas avaliavam os prejuízos, a reconstrução da rede elétrica prolongava os transtornos. Segundo o Maringá Post, um balanço da Copel das 7h desta quarta-feira indicava cerca de 35 mil imóveis ainda sem energia. Durante os trabalhos, a companhia identificou 219 postes quebrados, oito quilômetros de rede danificados e seis transformadores que precisavam de substituição. Para restabelecer o serviço, cerca de 900 profissionais atuavam na cidade.