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Comércio Exterior

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MSC anuncia sobretaxa de US$ 200 por contêiner em rotas para o norte da Europa

23/10/2026 · 542 palavras

Cobrança começa em 1º de novembro para embarques de origens como Grécia e Turquia; companhia também prepara mudança na sequência de escalas de seu serviço

Os embarques da MSC que saem da Grécia, da Turquia, do Mar Negro e de portos não italianos do Adriático em direção ao norte da Europa terão uma cobrança adicional a partir de 1º de novembro de 2026. A companhia anunciou uma Taxa de Operações de Emergência, identificada pela sigla EOS, de US$ 200 por contêiner, para compensar custos operacionais extras e sustentar a continuidade das conexões diretas com a região.

Segundo o PortalPortuario, que publicou as informações nesta sexta-feira (23), a medida alcança cargas destinadas ao Noroeste da Europa, ao Reino Unido e à região denominada Scanbaltia, que reúne países escandinavos e bálticos. A vigência será determinada pela data do conhecimento de embarque, o B/L, e permanecerá válida até novo aviso, sem prazo de encerramento informado.

A MSC atribui a cobrança às condições atuais do mercado e do ambiente operacional. De acordo com a empresa, os custos adicionais exigem um ajuste para manter o serviço economicamente viável. O anúncio, porém, não apresenta uma discriminação dessas despesas nem associa a medida a um único acontecimento, como interrupções portuárias ou alterações específicas em determinada passagem marítima.

O valor divulgado é de US$ 200 por contêiner. A informação apresentada não estabelece tarifas diferentes conforme o tamanho do equipamento, tampouco detalha condições específicas para cargas secas ou refrigeradas. Assim, o alcance informado está concentrado nas origens, nos destinos e no critério de data definidos para o início da cobrança.

Para os embarques abrangidos, a mudança representa um componente adicional no orçamento do transporte. Como o marco de aplicação será a data do B/L, esse documento será a referência para identificar as operações sujeitas à EOS a partir de novembro. A cobrança anunciada tem como escopo os fluxos entre as regiões mencionadas; o comunicado reproduzido não inclui uma aplicação direta a embarques com origem no Brasil.

Paralelamente ao ajuste comercial, a MSC informou que revisará a rotação de seu serviço principal na região. A sequência anunciada será Le Havre, Antuérpia, Felixstowe, Vigo, Sines, Pireu, Gemlik, Tekirdag, Aliaga, novamente Sines e, por fim, Le Havre. O itinerário reúne escalas no norte europeu, na Península Ibérica, na Grécia e na Turquia.

Pela ordem divulgada, Sines aparece duas vezes no circuito: antes da passagem por Pireu e pelos portos turcos e no retorno para Le Havre. A relação de escalas permite visualizar o percurso previsto, mas o material não informa quais portos foram acrescentados, retirados ou reposicionados em comparação com a configuração anterior.

Segundo a transportadora, a revisão foi desenhada para melhorar a confiabilidade dos itinerários e oferecer tempos de resposta mais rápidos, preservando a conectividade dos clientes na região. Esses resultados são apresentados como objetivos da reorganização. Não foram divulgados, no texto fornecido, novos tempos de trânsito ou indicadores que permitam quantificar a melhora esperada.

Os dois anúncios combinam, portanto, uma mudança no custo dos embarques e outra na organização do serviço. Enquanto a sobretaxa já tem valor e início de vigência definidos, a revisão operacional foi apresentada por meio da nova sequência de portos. O material não especifica a primeira viagem que seguirá essa rotação nem uma data própria para sua implementação.