FUP News
Tufão Dolphin atinge China com ventos de 151 km/h e paralisa quase mil voos em Xangai
Geopolítica

Imagem gerada por IA

Tufão Dolphin atinge China com ventos de 151 km/h e paralisa quase mil voos em Xangai

11/08/2026·360 palavras

O tufão Dolphin atingiu a costa leste da China no fim de semana de 9 e 10 de agosto de 2026, com ventos máximos sustentados de 151 km/h ao tocar a costa de Zhejiang na noite de domingo (9). O fenômeno foi classificado como o tufão mais forte a atingir o país em 2026 e, após o contato com o continente, enfraqueceu para a categoria de tempestade tropical.

A BBC News Brasil registrou ventos de 145 km/h durante o pico do evento, acompanhados de ondas gigantescas na costa leste. Para ser classificado como tufão, é preciso atingir picos de ventos de pelo menos 119 km/h.

Xangai foi um dos pontos mais afetados. Os dois aeroportos da cidade cancelaram 943 voos, o que reduziu a capacidade operacional em quase 40%, de acordo com a CNN Brasil. A China Eastern Airlines informou ao mesmo veículo que trabalhava para retomar as operações para Xangai, Zhejiang e outros destinos de forma ordenada.

As inundações tomaram ruas em diferentes partes da cidade, inclusive em áreas comerciais centrais. Nos distritos suburbanos de Jiading e Qingpu, as águas turvas chegaram à altura dos joelhos. No distrito de Jinshan, as autoridades locais autorizaram empresas e organizações não essenciais a suspender temporariamente atividades, aulas, eventos ao ar livre e serviços de transporte.

Extensão do evento pelas províncias

Além de Xangai, as chuvas torrenciais se espalharam pelas províncias de Anhui, Jiangsu e Shandong. Em Wenzhou, na província de Zhejiang, ventos fortes viraram um caminhão.

Taiwan também sentiu os efeitos do Dolphin. O norte da ilha registrou ventos sustentados de aproximadamente 140 km/h, equivalentes à categoria 1 na escala Saffir-Simpson. Houve centenas de ocorrências, incluindo quedas de árvores, destelhamento de casas, danos a estruturas e interrupções no fornecimento de energia. Grandes estruturas e pedaços de metal foram lançados a longas distâncias pela força dos ventos, mas não houve registro de feridos com gravidade.

Após enfraquecer no litoral, o Dolphin deveria avançar para o interior da China em direção às províncias de Hubei e Henan. O evento ocorre dentro da janela sazonal típica de tufões no noroeste do Pacífico, que vai do final de junho a dezembro, conforme a National Geographic.

FUP Explica

O Dolphin é o tufão mais forte a atingir a China em 2026, e o ponto de maior atenção é Xangai: a cidade abriga um dos maiores portos do mundo, e a combinação de quase 40% dos voos cancelados com inundações generalizadas nas ruas indica paralisação relevante de atividades terrestres e aéreas.

As fontes disponíveis não detalham o status das operações portuárias durante o evento, mas interrupções na infraestrutura de acesso ao porto, como vias bloqueadas e suspensão de serviços de transporte em distritos inteiros, tendem a atrasar embarques e desembarques mesmo quando o cais em si permanece operacional.

O avanço previsto do sistema para as províncias de Hubei e Henan, no interior do país, pode prolongar os efeitos além do litoral, dependendo da intensidade residual da tempestade.

Para quem acompanha cadeias de suprimento com origem na China, o momento pede contato com agentes e armadores para verificar o status de cargas programadas para essa janela, especialmente as que passam por Xangai ou pelas províncias de Zhejiang, Jiangsu e Anhui. A temporada de tufões segue aberta até dezembro, o que significa que esse tipo de interrupção pode se repetir nos próximos meses.

Compartilhar:WhatsAppX (Twitter)LinkedIn

Leia também