
Imagem gerada por IA
Terremoto força Maersk a suspender operações e cortar escalas na Colômbia
Maersk enfrenta interrupções em operações oceânicas e logística interna na Colômbia após terremoto; empresa avalia situação com parceiros locais e autoridades.
A Maersk reportou perturbações em operações oceânicas e logística interna na Colômbia após o terremoto que atingiu o país nesta segunda-feira (10), segundo o Container News. O evento levou a Colômbia a declarar emergência nacional, com o número de mortos superando 100 pessoas, conforme informou a Agência Brasil. O Governo Federal expressou solidariedade e afirmou que o Brasil permanecia à disposição para auxiliar.
As operações do terminal em Buenaventura foram temporariamente suspensas enquanto as equipes avaliam as instalações e a infraestrutura local. A interrupção abrange operações de navios, movimentação de carga e cronogramas de serviço no porto. A empresa informou que trabalha com equipes locais, operadores de terminais, autoridades e parceiros logísticos para avaliar a situação, tendo como prioridade a segurança de funcionários, famílias e comunidades afetadas.
O navio Luna Maersk, viagem 628W, estava operando em Buenaventura no momento do terremoto, mas não conseguiu completar suas operações de carga. A Maersk informou que remarcará as unidades que não foram carregadas ou descarregadas para o próximo navio disponível. Os navios Gudrun Maersk, viagens 628E e 633W, omitirão a escala em Buenaventura, com a carga afetada sendo transferida para o próximo navio disponível.
Além das operações portuárias, fechamentos de estradas e restrições de tráfego podem atrasar carga de importação e exportação entre Buenaventura e o interior da Colômbia. As operações de depósito e balcão de atendimento ao cliente em Buenaventura e em Cali também enfrentam perturbações.
Por outro lado, a Maersk não reportou impacto operacional em seus armazéns em Cartagena e Bogotá, no Tocancipá Logistics Center ou no depósito de Cartagena, que permanecem disponíveis. O Tocancipá Logistics Center, com área total de 44 mil metros quadrados, havia sido inaugurado em junho de 2024 como parte da expansão da presença logística da empresa na Colômbia, conforme comunicado da própria Maersk.
Medidas de contingência
A empresa informou ao Container News que avalia medidas de contingência para limitar as perturbações e manter a continuidade dos negócios, explorando soluções alternativas para apoiar os fluxos de carga na rede. A orientação aos clientes é monitorar cronogramas e notificações de remessas pelos canais de comunicação oficiais da companhia.
FUP Explica
O terremoto na Colômbia coloca em evidência a vulnerabilidade de Buenaventura como ponto de passagem central para o comércio exterior colombiano. O porto é o principal escoadouro de exportações e entrada de importações do país pelo Pacífico, e a suspensão temporária das operações, combinada com o fechamento de estradas entre o litoral e o interior, cria um gargalo duplo: nem o lado marítimo nem o terrestre funcionam normalmente ao mesmo tempo.
Para quem tem carga em trânsito com escala em Buenaventura, o impacto imediato é o risco de atraso e a necessidade de acompanhar de perto as notificações da armadora. A remarcação de unidades para o próximo navio disponível e a omissão de escala pelos Gudrun Maersk são respostas operacionais padrão nesse tipo de situação, mas dependem da velocidade com que o terminal retoma as atividades e de quanto espaço os navios seguintes terão para absorver a carga represada.
A dimensão mais incerta é o prazo de normalização. Avaliações de infraestrutura portuária após evento sísmico costumam levar dias, e a liberação das estradas depende de inspeções de engenharia que seguem ritmo próprio. Enquanto isso, o fluxo de carga tende a se concentrar em Cartagena, que não foi afetada, o que pode gerar pressão sobre aquele terminal nos próximos dias.



