Com Ormuz bloqueado e tensões globais em alta, Mercosul corre para selar acordo de potássio com o Canadá
Mercosul negocia acordo de potássio com Canadá em contexto de bloqueio do Estreito de Ormuz e tensões geopolíticas globais que afetam cadeias de suprimento. Negociação estratégica para diversificar fontes de fertilizantes e reduzir dependência de rotas marítimas vulneráveis.
A Corrida do Mercosul pelo Potássio Canadense em Tempos de Incerteza As tensões geopolíticas no Oriente Médio e o potencial bloqueio do Estreito de Ormuz aceleraram as negociações entre Mercosul e Canadá para um acordo de potássio. A urgência é justificada: 30% do comércio global de produtos químicos flui por Ormuz, tornando essa rota vital para fertilizantes que abastecem o agronegócio brasileiro. O Brasil importa aproximadamente 8 a 9 milhões de toneladas de potássio anualmente, historicamente adquiridas via rotas vulneráveis que elevam custos de frete em 15 a 25% do preço final. O Canadá, segundo maior produtor mundial, oferece alternativa logística superior: distância menor, maior previsibilidade e menor exposição a instabilidades geopolíticas. Para operadores de comex, o acordo representa oportunidade de redução significativa de custos e diversificação de fornecedores. A negociação segue marcos regulatórios do ALADI e da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, com potássio classificado sob NCM 3104. Reduções tarifárias são esperadas em acordos preferenciais. O cronograma é crítico. A capacidade portuária brasileira precisará expandir para receber volumes aumentados, e operadores devem revisar contratos de longo prazo considerando novas rotas e precificação competitiva para 2025-2026. O acordo também reforça a política de soberania alimentar, reduzindo vulnerabilidades em insumos estratégicos do setor agrícola.
FUP Explica
Operadores devem monitorar ativamente o fechamento do acordo e possíveis alterações tarifárias no SISCOMEX, preparando alterações nas documentações de importação e precificação de potássio. A diversificação de supply chain via Canadá reduz exposição cambial e de risco país, impactando diretamente margens comerciais e
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